
Este artigo detalha o desenvolvimento e impacto do Tech Meal Bootcamp – junto ao programa Elas São Tech, uma iniciativa de diversidade com duração de 3 meses que capacitou 50 mulheres juniores back-end com foco em entregar código em produção ao longo de uma jornada de desenvolvimento estruturada.
Começar num emprego novo é sempre um desafio: adaptar-se à cultura, compreender termos específicos da companhia, familiarizar-se com as diversas ferramentas existentes, conhecer o novo time e entender o escopo de atuação. E quando a gente fala de tech, esse desafio ganha algumas camadas extras, por exemplo, repositórios para explorar, arquiteturas para conhecer, processos para absorver.
Por estes motivos, desenvolvemos um modelo estruturado de onboarding tech como parte da jornada de desenvolvimento para o programa Elas São Tech, voltado à contratação de 50 engenheiras de software juniores que atuam com desenvolvimento back-end. Foram 3 meses de disseminação de conhecimento, aplicação prática e formação socioemocional às participantes.
A premissa definida pelo time responsável foi clara ao estruturar o onboarding do programa: reduzir o tempo de curva de aprendizado sem abrir mão da profundidade técnica e ter inteligência artificial em todas as etapas. Além de proporcionar uma experiência inigualável em relação às possibilidades no início de atuação no Ifood, seguindo um dos pilares da Cultura Ifood: sonhar grande.

O Tech Meal Bootcamp foi desenhado como um projeto modular, na qual poderia ser replicado em diferentes contextos, senioridades e públicos. E o início do projeto já contou com uma ação muito específica: o Code Labs. Foram sete dias de imersão numa série de assuntos principais que permeiam o processo de desenvolvimento de software no Ifood:
Os resultados foram muito empolgantes em relação à experiência das pessoas participantes: métricas com foco em satisfação obtiveram média de 96,5% de aprovação. Os principais pontos positivos apresentados pelas participantes: a jornada foi essencial para familiaridade com ferramentas do iFood, além da semana imersiva ser crucial para reduzir a curva de aprendizado inicial. Já alguns ajustes estabelecidos para o seguimento do projeto foram, por exemplo, a carga de conteúdo “espremida” no início; além de ferramentas complexas terem sido ensinadas sem um caso de uso real imediato.
Ao finalizar o Code Labs, as participantes do programa iniciaram a jornada do Bootcamp. Foram divididas em 10 grupos de 5 pessoas de acordo com as habilidades e os assessments realizados previamente sobre uma série de hard skills relacionadas ao desenvolvimento de software – como fundamentos da computação e programação, arquitetura e design de sistemas, dados e inteligência artificial, qualidade, plataformas, cloud e segurança. Durante o Bootcamp, elas tiveram 12 semanas para desenvolver desafios práticos conectados com integração de AI, de modo que evoluíssem nas skills.
Foram avaliações na qual podemos identificar exatamente quais os assuntos que deveríamos aprofundar – além de contribuir no ramp up do conhecimento. A seguir, no gráfico é possível identificar de evolução das participantes nos tópicos:

O índice de evolução nos mostra que 76% das participantes (35/49) apresentaram crescimento técnico, com incremento médio de evolução de 9,3 pontos na performance geral. Destaque para o maior salto de aprendizado ter ocorrido em Fundamentos da Computação e Programação.
Plataformas, Cloud e Segurança: Identificamos uma queda de menos de 1% nesse conhecimento técnico, um dos aprendizados que tivemos foi trazer como foco no onboarding e em mentorias, conhecimentos relacionados à Infraestrutura, pois identificamos que pode ser um ponto de desenvolvimento importante para o público de juniores.
O programa também contou com uma série de pessoas mentoras que contribuíram com a evolução das participantes. As sessões eram focadas na resolução de problemas ou dúvidas técnicas pontuais – divididas por mentores especialistas em cada uma das principais áreas que possuíam relação: produto, dados, back-end, front-end, AI e infraestrutura.
Os encontros foram essenciais para que impedimentos técnicos fossem resolvidos com maior agilidade, além de suporte adequado e próximo às participantes, principalmente com pessoas experientes.
Já os meetups foram desenvolvidos com a finalidade de trazer conhecimentos com palestrantes externos e internos, com foco em cases reais. Os temas explorados foram:
Além dos MeetUps de SoftSkills, identificamos a necessidade de aprimorarmos os conhecimentos relacionados a GenAI, por isso também incluímos 2 encontros de 1 hora focado no tema.
Os resultados dos encontros tiveram 92,6% de aprovação das participantes e como principais pontos positivos e de melhorias:
A Trilha Socioemocional foi desenvolvida para proporcionar aprendizados relacionados ao autoconhecimento, com o intuito de promover um espaço seguro durante a jornada, onde elas poderiam questionar e fazer trocas. Foi essencial para o equilíbrio mental perante a jornada do bootcamp, desenvolvimento além do técnico e apresentar também sobre como potencializar as soft skills delas.
As principais métricas definidas para medição do programa foram voltando ao de Code Delivery – indicadores que medem de forma quantitativa com foco em velocidade e qualidade ao logo do processo de desenvolvimento de software. Ao longo dos 3 meses de bootcamp, foram observadas melhorias expressivas no decorrer do programa, como:
Esses indicadores, somados aos altos índices de satisfação (96,5% no Code Labs e 92,6% nos Meetups), validam o modelo e reforçam o compromisso do iFood não apenas com a diversidade, mas com a excelência técnica e o desenvolvimento de talentos que entregam valor em produção rapidamente. O programa Elas São Tech é um case de sucesso que eleva a experiência de onboarding e potencializa o Pilar da Cultura iFood: Sonhar Grande.

Developer Relations
Larissa works as a Developer Relations at iFood. She is from São Paulo, loves to travel, and enjoys going for walks with her dog Frida Maria.
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